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Prefeitura de São José dos Quatro Marcos

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Parabéns, Quatro Marcos! 50 anos de fundação nas terras de São José!

Foi no ano de 1.966 que Luiz Barbosa, um dos três fundadores do município, cedeu terreno para a construção da primeira escola de pau-a-pique com cobertura de pequenas tábuas, material muito usado na época. Chamava-se Escola Rural Mista Duque de Caxias e localizava-se na área central do povoado, precisamente numa das conjunções das atuais avenidas São Paulo e Doutor Guilherme Pinto Cardoso.
A construção dessa escola foi em mutirão. Fidélis José de Souza, um dos pioneiros que trabalhou na obra, elogiou o companheirismo e a luta pelo trabalho em equipe e relembrou a festa de inauguração e o esforço dos primeiros a lecionar aulas.
Conforme Fidélis, onde existia os quatro marcos separando os lotes de terras de Zeferino José de Matos, Luiz Barbosa e Miguel Barbosa do Nascimento, passava uma picada que dava acesso a Mirassol D`Oeste. Uma outra picada partindo desta, dava acesso a vários sítios da região, no sentido do atual distrito de Santa Fé D´Oeste. No mais, era tudo mata virgem.
Foi ao lado dessa encruzilhada de picadas, partindo dos quatro marcos, que abriram a clareira para construir a escolinha para atender as crianças dos sitiantes e famílias que chegavam de várias partes do Brasil na região. Houve uma pequena festa de inauguração da escola, nada mais que isso. Era o dia 15 de junho de 1.966. E os quatro marcos era apenas uma referência de localização da escolinha.

Agenor, filho de Manoel Paulino, foi quem deu aulas nos primeiros dias. Ele pediu afastamento porque tinha que retornar para a casa de seus avós no estado de São Paulo. Os avós foram as pessoas com quem fora criado.
Em seu lugar assumiu Francisco Paulo de Brito para dar continuidade às aulas, no entanto, antes do término do ano letivo, precisou retornar para o sitio de seu pais para ajudar nas lavouras, interrompendo-se as aulas.
Mas logo no ano seguinte, 1.967, a escolinha reabriu. Os professores desta feita foram Inivaldo Mila e Maria Luíza da Silva. Ao completar um ano de funcionamento da escolinha, programou-se uma festa de aniversário. Desta vez com grande participação dos moradores, que haviam aumentado pelos sítios da região.

Fidélis relembrou a grande mobilização de pessoas para realizarem a festa de aniversário da escola. Comidas típicas da localidade como batata, pipoca, bolo, quentão, pão com carne moída, entre outros, e apresentações culturais diversas. Entre elas, o casamento caipira, pau-de-sebo, cantores locais, apresentações teatrais, bailes, desfiles de carrinhos de tração animal alegóricos e fanfarra.
A fanfarra que se apresentava era da banda do exército de Cáceres. Os carrinhos alegóricos eram enfeitados com plantações das roças. Eram arrancados pés de café, de milho, de arroz e moitas de bananas, colocadas nos carrinhos enfeitados que depois eram puxados em desfiles pelos animais. A festa durava três dias.
Foi nessa festa de um ano da escolinha que, estando reunidos Zeferino, Miguel Barbosa, Luiz Barbosa e outros pioneiros da localidade, que surgiu a ideia de escolher um santo para ser o padroeiro. E escolheram São José. Como Zeferino tinha o sonho de construir uma cidade naquela região, optou-se por ser ali: São José dos Quatro Marcos. Este dia era 15 de junho de 1.967.
Zeferino José de Matos possuía 30 alqueires de terra no sentido centro para o atual bairro Zeferino 1 e havia adquirido outros 60 alqueires do senhor Nonato (que morava em São Paulo). Estas terras ficavam no centro, sentido ao atual bairro Jardim Popular (Vila Nova).
Já Luiz Barbosa possuía 50 alqueires, partindo do centro para o atual bairro Zeferino 2. O que possuía menor proporção de terras era Miguel Barbosa do Nascimento, sendo 5 alqueires partindo do centro para o atual distrito de Santa Fé D´Oeste.
Os três fundadores doaram 11,02 alqueires de terras para loteamento, os quais eram doados para as pessoas que quisessem se instalar para iniciar o núcleo habitacional de São José dos Quatro Marcos, sendo Zeferino o maior doador de lotes.

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Por Luiz Carlos Bordin

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